Passando perto de Nathan no corredor percebi seus olhares, parecia surpreso e não era para menos, eu sempre discutia com ele por causa das garotas que lhe rodiavam, mesmo sendo irmã mais nova eu gostava de cuidar dele como se fosse mais velha.
Logo após a aula de Matematica, de Ciências e de Historia terminarem, chegou a hora do intervalo tão esperando todos os dias. Eu formulava mentalmente uma imagem de James quando saia pro intervalo. Coloquei meus fones de ouvido e me sentei na cantina em uma mesa vazia. No rádio, um barítono de voz empostada cantava uma ária de ópera. Cantores de ópera sempre me lembram minha mãe. Por muito tempo escutei, e ainda hoje escuto, sua voz dizendo: "Se Cris tivesse sobrevivido, com certeza eu não teria que conviver com tantas decepções". Ou: "Se uma mulher previnida vale por duas, você teria que valer por quatro. Pena que na maioria das vezes não valha nem por uma!".
Chris era minha irmã, eu não cheguei a conhece-lá pois ela faleceu antes de mim nascer. Ela não resistiu a uma pneumonia e, faleceu dois dias após o parto. Minha mãe e meu pai sempre foram muito bregas, não evoluiram com o passar dos anos, eles nunca conseguiram esquecer oque aconteceu com Chris, mas eu entendo eles.
Eu tenho decesseis anos, sou dois anos mais nova que meu irmão Nathan. Eu e ele eramos ladeados por nosso pai, que sempre nos imputava suas decepções.
Depois da prova acabar todos fomos embora, meu irmão pegava carrona com um de seus amigos que já havia um pelo fato de já ser "responsavel" demais. Eu como de custume peguei um onibus com Demetria, Ray ia para casa com qualquer garoto que a levasse de carro, claro.
Quando cheguei em casa tomei um banho quente e longo, coloquei uma blusa curta e uma calça de pijama. Corri até a sala e me joguei no sofá, liguei a TV e coloquei em um canal aleatorio. Estava com fome, não havia comido nada na cantina, então caminhei até a cozinha e procurei por algo como doce, mas nada. Peguei um cereal que estava no armário e voltei para a sala. Logo, Nathan chegou, mas não sozinho, junto dele havia uma garota que eu nunca tinha visto antes, isso porque ela estava com uma camiseta da nossa escola.
- Quem é? - perguntei comendo o cereal.
- Não é legal falar de boca cheia, animal. - Nathan disse.
- Não é legal chamar os outros de animal, animal. Agora posso saber quem é a garota?
- Minha namorada. - ele respondeu, quando eu escutei aquelas palavras eu custi todo meu cereal.
- NAMORADA?
- Posso falar com você um minutinho na cozinha, animal? - ele disse caminhando até a cozinha, e eu o acompanhei encarando a garota que também estava a me encarar.
- Dá pra você ser legal? - ele perguntou.
- Não, não e não. Porque essa garota tá aqui em casa? Se o papai e a mamãe descobrirem... - Nathan me interrompeu.
- Eles não vão, porque ninguém vai contar nada, entendeu irmãnzinha? - ele disse voltando para a sala e subindo as escadas junto da garota.
Eu não estava certa do que eles fariam lá até os gemidos começarem. Nathan nunca havia trassido nenhuma garota pra casa, eu sabia que ele não era mais virgem, só que aqui em casa? Na boa, isso é um pessadelo.
Para minha surpresa alguém bateu na porta, fui atender e era a vizinha, uma velha solitária que vivia batendo na parede sempre que eu estava a ouvir musica alta em meu quarto. Mas para minha não surpresa ela pediu ignorantemente que diminuissem o ritmo ou, fossem para algum motel. Ficaria agradecida se ela mesma fosse falar isso para os dois lá emcima.
Fechei a porta e voltei pro sofá, havia recebido um sms da Ray nos ultimos minutos com a seguinte mensagem:
"To indo pra boate, quer vir junto ou quer tá querendo ser fiel ao seu homem dos sonhos? haha xoxo"
Ray como sempre hilária, eu não era muito de festas, boates e coisa etal, mas eu não queria continuar ali, então respondi o sms de Ray dizendo que passaria na casa dela assim que terminasse de me arrumar. Logo depois ela respondeu ao sms dizendo que passaria pra me pegar com o carro do novo ficante dela.
Corri pro meu quarto e como já havia tomado banho, só precisei me trocar e me maguiar. Cologuei uma blusa branca junto com um colete preto, vesti uma meia-calça junto de uma mini saia preta, encaixei uma bota preta de salta medio no pé, e completei meu look com uma maguiagem escura pra noite. Fiquei esperando no sofá 5 minutos, então Ray chegou e fomos direto para a boate Dervixe.
Na Dervixe Ray ficou com todos os rapazes, fora um que a rejeitou. Ray comentou que o mesmo não tirava os olhos de mim, eu também havia percebido, mas eu não sabia se deveria ir falar com ele. Ray me deu todo o incetivo do mundo, é claro, eram apenas 8 horas da noite e eu estava no bar tentando moderar na bebida, eu ainda não havia dançado nenhuma musica, até porque nenhuma me interresou até o ponto de ir para a pista.
- Não vai dançar? - o garoto que havia rejeitado Ray disse se sentando ao meu lado.
- Ér... Não sou boa em dança. - disse.
- Duvido...Está acompanhada? - ele perguntou.
- Sim... Quer dizer, eu vim com a minha amiga, só. - disse disfarçando com uma risada boba.
Então Glad You Came começou a tocar, eu amava aquela musica.
- Fiquei com vontade de dançar, vamos? - perguntei o puxando para a pista.
Eu estava um pouco bêbada, dancei do meu jeito, não dei a minima se estava sendo totalmente ridicula, pouco me importava.
- Qual seu nome? - ele perguntou se aproximando por causa da musica alta.
- Marie. - disse em seu ouvido.
- Sou Enrique, prazer! - ele disse em resposta.
Continuamos a dançar, ele me puxava pra perto mas eu logo me afastava só de sacanagem. Logo após começou a tocar Great Times, outra musica que eu adorava.
Estava cada vez mais solta, a musica agora estava me movimentando pra mais perto de Enrique. Ele apertava minha cintura me deixando cada vez mais excitada, desejando o corpo dele junto ao meu. Derepente eu comecei a me sentir um pouco tonta e, resolvi me sentar. Enrique me acompanhou, nos sentamos, e ele começou a passar sua mão no meu rosto, logo depois foi para as minhas coxas, quando me dei conta já estavamos nos beijando, ao som de All Around The World, ele brincava com minha lingua como numa sintonia perfeita.
- Precisamos ir, AGORA, Marie. - Ray disse me puxando.
- Espera... - peguei meu celular e anotei o numero de Enrique e, com um breve beijo nos despedimos.
Ray me puxou e então fomos embora.
- Porque a pressa? - perguntei.
- Eu to devendo um dinheiro pra um cara e, ele tá me perseguindo agora. - ela disse bufando.
- Porque você não paga ele?
- Ah claro, vou lá no banco sacar uns 8 mil dólares da minha conta, Obrigada viu, porque não pensei nisso antes? - ela disse ironicamente.
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